sábado, 31 de janeiro de 2009

Companheira de Alta Luz

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A Dança das Borboletas

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Cidadão

In My Life

domingo, 25 de janeiro de 2009

Entre a Serpente e a Estrela

A Volta da Asa Branca

Beira-Mar Capitulo Final

Jardim das Acácias

Porta de Luz

sábado, 24 de janeiro de 2009

Chamando o Silêncio

Metamorfose Ambulante

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Paêbiru, o Nº 1 do Brasil

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Procurando a Estrela

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Mr. do Pandeiro

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Programa Altas Horas


No sábado (24) ele vai ser a principal atração do Programa Altas Horas da Rede Globo, comando por Serginho Groisman, cantando as músicas "O Vento vai Responder", "Tá Tudo Mudando" e "O Amanhã é Distante".

Caminho das Indias


Novamente ele emplaca uma música no horário nobre da Globo, agora com a música "O Vento vai Responder", na novela Caminho das Indias.

Video

http://ramalheando.blogspot.com/2009/01/o-vento-vai-responder_15.html

Trailer do Documentário Paêbiru

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Knockin'on Heaven's Door

domingo, 18 de janeiro de 2009

Zé Ramalho e os ET's

sábado, 17 de janeiro de 2009

Medley

Negro Amor

Não Pense Duas Vezes, Tá Tudo Bem

Batendo na Porta do Céu II

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

If not for you

Rock Feelingood

O Amanhã é Distante

O Vento vai Responder

Como uma Pedra a Rolar

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Bob Dylan de Sanfona

A dura sinceridade de Like a Rolling Stone a transformou em uma das canções mais contestadoras de todos os tempos. Após quatro décadas da gravação original, Zé Ramalho traduziu os mesmos versos desoladores que Bob Dylan cantara em 1967. Resultado: a versão chamada Como Uma Pedra Rolar é o destaque de um dos melhores lançamentos deste fim de ano, o álbum do cantor nordestino dedicado a músicas do norte-americano.
O recém-lançado Zé Ramalho Canta Bob Dylan já valeria somente pela faixa acima citada. Mas o autor reservou muito mais. Para quem nasceu em Brejo do Cruz, interior da Paraíba, Jackson do Pandeiro é o Mr. Tambourine Man da clássica canção de Dylan. A citação ao sambista, conterrâneo de Zé, mostra que na linguagem universal da música não há barreiras entre a obra cosmopolita de Dylan e o regionalismo da canção nordestina.
E é trocando a gaita de boca do americano pela sanfona do forró que Zé Ramalho constrói um disco autêntico, à altura de um tributo ao maior poeta do rock. Mesmo quando vai pelo caminho mais simples, o álbum funciona. Negro Amor é uma regravação da já conhecida versão de Caetano Veloso para It’s All Over Now, Baby Blue, enquanto que If Not For You, gravada também por George Harrison, foi registrada em inglês mesmo.
Produzido por Robertinho do Recife e lançado pela EMI, o CD prioriza as canções antigas de Dylan – embora Tá Tudo Mudando seja uma versão para Things Have Changed, que em 2000 rendeu ao compositor um Oscar pela trilha do filme Garotos Incríveis. Tudo bem, as versões são praticamente traduções literais dos originais. Mas se há um compositor com autoridade suficiente para traduzir a obra Dylan, esse alguém é Zé Ramalho.


O Bob Dylan da Paraiba

Apesar de tão geograficamente distantes, Zé Ramalho e Bob Dylan têm muita coisa em comum. Até simplificando um pouco, podemos dizer que Zé Ramalho é a versão tupiniquim de Bob Dylan. A jornalista Ana Maria Bahiana, em texto escrito no encarte de "Zé Ramalho Canta Bob Dylan - Tá Tudo Mudando", mostra bem essa proximidade: "A possibilidade de um paraibano de Brejo da Cruz ter algo em comum com um judeu norte-americano das planícies geladas do meio-oeste pode parecer insólita até que se realiza que ambos compartilham um profundo amor pela palavra cantada".
E esse é exatamente o ponto de convergência entre Ramalho e Dylan: a palavra cantada. Assim como o trovador norte-americano, o trovador brasileiro sempre teve como principal característica letras com longas narrativas que são praticamente faladas, ao invés de cantadas. Assim, se a gente tem um "Chão de Giz", eles têm "Don't Think Twice It's Alright"; se cantamos "Avôhai" com uma naturalidade tão distinta que fez da canção um grande sucesso popular, os norte-americanos fizeram o mesmo com "Like a Rolling Stone".
E, que tal se o nosso trovador vertesse para o português as letras e incorporasse os elementos sonoros brasileiros nas canções de seu colega norte-americano? Nossa, jogada de gênio! Como ninguém nunca havia pensado nisso antes?
Zé Ramalho demorou 30 anos para concretizar o seu ambicioso projeto. E, talvez, esse tenha sido o momento certo. O paraibano já tem cacife necessário para se aventurar em um projeto que pode causar muita controvérsia entre os dylanescos de plantão. E, como Zé Ramalho já imaginava (ou deveria imaginar), "Tá Tudo Mudando", realmente, tem tudo para causar muita controvérsia.
Musicalmente, em praticamente todo o álbum, o cantor paraibano se sai muito bem. Se Bob Dylan usa e abusa dos elementos sonoros descobertos em seus heróis como Woody Guthrie e Odetta, Zé Ramalho verte com maestria as canções para a sonoridade de Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga. Na maioria das vezes, especialmente em "Como Uma Pedra a Rolar" e "If Not For You", as coisas funcionam muito bem. A primeira ganhou uma discreta sanfona de Dodô Moraes, enquanto a segunda se transformou em um xote, com uma percussão bem brasileira. A canção, a única cantada em inglês poderia ser uma bela trilha sonora de uma festa junina no meio-oeste norte-americano... "Batendo na Porta do Céu" ganhou uma versão bem diferente da gravada em "Antologia Acústica" (1997). A letra mudou pouco, mas a sonoridade, mais puxada para o frevo, ficou bem melhor, a ponto de a gente se esquecer da letra que insiste em um chato "bate, bate, bate na porta do céu". Outra que, musicalmente, também se sobressai é a faixa-título, na qual Dodô Moraes manda muito bem mais uma vez.
Em outros momentos de "Tá Tudo Mudando", Zé Ramalho preferiu não se arriscar tanto. "O Homem Deu Nome a Todos Animais" e "Negro Amor" (versão para "It's All Over Now, Baby Blue") são dois exemplos. A primeira apresenta uma sonoridade por demais convencional, enquanto a segunda tem uma letra já bem conhecida, de autoria de Caetano Veloso e Péricles Cavalcante, e já gravada por Gal Costa e pelos Engenheiros do Hawaii. A letra é interessante, mas destoa um pouco da concepção de ineditismo do trabalho.
Mas voltando aos bons momentos do álbum, "Mr. do Pandeiro" foi outra que se transformou completamente, vertendo-se em um rápido coco, nos seus segundos finais. A letra, que chega até a citar Jackson do Pandeiro ("Hey Jackson do Pandeiro, toque para mim! / E entre as canções desta manhã / Eu poderei te seguir"), é um dos grandes achados do disco. Mas, em outros momentos, a necessidade de Zé Ramalho em atualizar as letras, acaba soando um pouco "over". Esse é o caso de "Rock Feelingood" (versão para "Tombstone Blues", na qual Zé Ramalho faz uma miscelânea poética que chega até o filme "Tropa de Elite" ("O Tropa de Elite / Mostrou a classe média / Como sendo responsável / Por essa grande tragédia / Pois compra a sua droga / E financia a violência").
Entretanto, em "O Vento Vai Responder", Zé Ramalho foi genial ao substituir as "balas de canhão" pelas "balas perdidas" ("Quantas mais balas perdidas voarão / Antes de desaparecer?"). Um pequeno detalhe, assim como tantos outros, que prova que "Tá Tudo Mudando" apesar de arriscado, é um belo disco.


Fonte:
Luis Felipe Carneiro

domingo, 11 de janeiro de 2009

sábado, 10 de janeiro de 2009

sábado, 3 de janeiro de 2009

Critica do CD/DVD Tá Tudo Mudando

Em seu novo disco, Zé Ramalho corrobora a sua sempre citada aproximação com Bob Dylan. Nesse álbum, encarado pelo Paraibano como uma parceria, e não uma homenagem, Zé viaja pelo cancioneiro de Bob Dylan, trazendo para o português alguns dos clássicos do mestre Dylan.
O interessante nesse projeto é o fato de as versões serem quase que uma tradução das músicas para o português, fato que levou Dylan a autorizar o projeto. Em alguns casos porém, Zé Ramalho adaptou a letras para se encaixarem mais ao cenário brasileiro.
Um exemplo disso é o clássico “Mr. Tamborine Man” que virou “Mr. Pandeiro” em uma linda homenagem á Jackson do Pandeiro. A versão é um dos grandes momentos do disco, com o tradicional ritmo nordestino sendo entoado ao longo da canção, com direito até mesmo a um solo de pandeiro no fim da música. Brilhante!
É certo que os fãs xiitas de Bob Dylan talvez não curtam tanto o disco, pois Zé mexe com um legado histórico que inclui “Blowing in The Wind”, “Like a Rolling Stone” e “ Knockin' on Heaven's Door ”.
Zé Ramalho com a sua voz apocalíptica, junto com a sonoridade nordestina, consegue fazer um disco capaz de surpreender quem espera um mero disco de versões. O novo lançamento é bem mais que isso, é inteligente e empolgante. Uma prova disso é o fato do artista fugir em alguns momentos do óbvio e buscar músicas não tão famosas de Dylan, como o caso de “Man Give Name To All Animals”, que virou “O Homem deu nome a todos os animais”, outro grande destaque do disco.
A única faixa que Zé Ramalho não verteu para o português foi “It Not For You”, mas em compensação recriou a música indo ao extremo no quesito ritmo nordestino.
Outras músicas já conhecidas que também entraram no disco foi “Negro Amor”, com a versão de Caetano Veloso para “It´s All Over Now Baby Blue”, já regravada por diversos artistas como Toni Platão, Paulo Ricardo e Engenheiros do Hawaii, e “Batendo na Porta do Céu” em uma versão um pouco diferente da lançado por Zé Ramalho no seu disco “Antologia Acústica”.
Um disco para ouvir e curtir.

Fonte:
Galeria Musical

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