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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

FREVO MULHER

Quantos aqui ouvem os olhos eram de fé!
Quantos elementos amam aquela mulher...
Quantos homens eram inverno outros verão...
Outonos caindo secos no solo da minha mão!

Gemeram entre cabeças a ponta do esporão
A folha do não-me-toque
E o medo da solidão
Veneno, meu companheiro
Desata no cantador
E desemboca no primeiro açude do meu amor

É quando o tempo sacode a cabeleira
A trança toda vermelha
Um olho cego vagueia
Procurando por um!

VILA DO SOSSEGO

Oh, eu não sei se eram os antigos que diziam
Eu seus papiros Papillon já me dizia
Que nas torturas toda carne se trai
E normalmente, comumente, fatalmente, felizmente
Displicentemente o nervo se contrai
Ô, ô, ô, ô, com precisão!

Nos aviões que vomitavam pára-quedas
Nas casamatas, casas vivas caso morras
E nos delírios, meus grilos temer
O casamento, o rompimento, o sacramento, o documento
Como um passatempo quero mais te ver
Ô, ô, ô, ô, com aflição!

Meu treponema não é pálido nem viscoso
Os meus gametas se agrupam no meu som
E as querubinas meninas rever
Um compromisso submisso, rebuliço no cortiço
Chame o Padre Ciço para me benzer
Ô, ô, ô, ô, com devoção!

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